
Nesta edição, um livro que nos enche de orgulho, como ajudar a Venezuela, uma seleção de filmes uruguaios e mais.
Por Chico Spagnolo
Nesta edição, saímos para pular o Carnaval, mas deixamos uma lista de indicações literárias para apuração nenhuma você botar defeito.
Leia maisNesta edição um pouco mais enxuta do que a habitual por razões de esquindô-lelê, a gente resolveu fazer uma pequena pausa nas divagações interpretativas e nas notícias latino-americanas para publicar uma lista de obras literárias. Mas não é qualquer lista. É uma seleção que nasce de um lampejo criativo (mentira, é só ansiedade pré-feriado mesmo) de agrupar livros latino-americanos em escolas de samba fictícias. Uma lista para quem curtiu o show do Bad Bunny no Super Bowl, mas acha que agora é hora de virar a página – ou várias páginas.
Essa é a escola dos atletas do corpo e da mente. Meia horinha segurando um desses títulos e você já entra em déficit calórico e superávit neural. Obras expansivas, ambiciosas, que constroem universos muito particulares e exigem muito fôlego.
No abre-alas:
Segu, de Maryse Condé
2666, de Roberto Bolaño
Sobre Heróis e Tumbas, de Ernesto Sabato
Nem só de clássicos vive a América Latina. Tem uma mocidade bem ativa atualmente, transformando os problemas e desafios da região em obras fortes, corajosas e, principalmente, literárias.
Na comissão de frente:
Atrás Fica a Terra, de Arianna de Sousa-García
Voltar a Quando, de María Elena Morán
Um Beijo de Dick, de Fernando Molano Vargas
A escola preferida de quem faz escansão em samba-enredo. Aqui a gente está falando de um time inventivo que surpreende até mesmo os leitores mais acostumados. São livros que sambam na cara do purismo formal e das expectativas.
No carro alegórico:
Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar
Museu do Romance da Eterna, de Macedonio Fernández
Avalovara, de Osman Lins
Três vozes compartilham o trono desse bloco regido unicamente por mulheres que levam memória, desejo e poder para a avenida. Tem realismo mágico, reforma agrária e histórias sinistras demais para serem esquecidas.
À frente da bateria:
Balún Canán, de Rosario Castellanos
Pássaros na Boca, de Samanta Schweblin
A Semana das Cores, de Elena Garro
A sabedoria milenar dá o tom para essa turma que prefere dar o protagonismo à natureza do que ao humano. São livros que partem da cosmovisão indígena para imaginar as noções de progresso e convivência.
No estandarte:
A Terra Dá, a Terra Quer, de Antônio Bispo dos Santos
O Desejo dos Outros, de Ana Paula Maia
Homens de Milho, de Miguel Ángel Asturias
Esta edição foi finalizada numa ensolarada sexta-feira de Carnaval em São Paulo.
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